TEMA: Preço e Mercadoria - Trabalho
Nossa
aula foi:
1ºA,
1ºB,
1ºC,
HABILIDADE(S) NA BNCC:
(EM13CHS402) Analisar e comparar
indicadores de emprego, trabalho e renda em diferentes espaços, escalas e
tempos, associando-os a processos de estratificação e desigualdade
socioeconômica.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM:
(GO-EMCHS402A) Compreender os regimes de
acumulação do modo de produção capitalista, analisando as dimensões da
mercadoria (preço, valor de uso e valor de troca) e os processos da mais-valia
para reconhecer de modo crítico as relações de poder existentes no mundo do
trabalho.
OBJETOS DE CONHECIMENTO:
Mercadoria e preço
METODOLOGIA:
O objetivo dessa aula é prosseguir com a discussão
sobre valor de uso e valor de troca especificamente a valoração que dá ao
trabalho.
Para
tanto, realizaremos leitura e interpretação de texto para compreender a
predicação do trabalho que Marx estabelece em produtivo e improdutivo.
MATERIAL:
TEXTO I
Valor de uso e valor de troca
Por
William Godoy
25 de
agosto de 2019 - 3 min leitura
Para Marx,
todo produto criado pelo trabalho humano tem valor de uso e valor de troca no
capitalismo. Uma casa, uma televisão, a comida, um livro, tudo isso tem um
valor de uso e valor de troca.
O valor
de uso é definido pela capacidade de satisfazer necessidades humanas. Assim,
uma casa tem valor de uso porque temos necessidade de nos abrigar, a comida
porque precisamos nos alimentar e assim com todos os produtos criados pelo
trabalho humano. O valor de uso, portanto, depende da utilidade do produto. Se
criarmos algo que não tenha qualquer utilidade (é bem difícil imaginar algo
dessa natureza), então esse objeto não tem valor de uso.
Todo
produto com um valor de uso também tem um valor de troca. Esse valor, por sua
vez, é definido pela quantidade de um produto que é possível conseguir em troca
de uma certa quantidade de outro produto. Vamos ver um exemplo. Suponha que
você tem 2 quilos de carne e deseja trocar essa carne por feijão. Você encontra
alguém que aceita trocar seus 2 quilos de carne por 20 quilos de feijão. Esse é
o valor de troca da carne pelo feijão. Geralmente o valor de troca de um
produto é expresso em valor monetário. Assim, 2 quilos de carne valem 30 reais
enquanto que o quilo de feijão vale três. Esses são seus valores de troca.
Qual a
relação entre valor de uso e valor de troca? Qual a origem do valor de troca?
Embora possa parecer à primeira vista que o valor de troca depende do valor de
uso, isso não é verdade. Basta considerarmos um exemplo simples: um colchão de
última tecnologia e 5 quilos de carne. A carne tem mais utilidade que um
colchão de última tecnologia. Podemos muito bem dormir sobre a grama ou no
chão. Porém não podemos ficar sem nos alimentarmos.
Se o
valor de troca não é definido pela utilidade de um produto, qual sua origem?
Para Marx, a resposta era: do trabalho. Para esse pensador, a única fonte de
valor é o trabalho. E o valor de troca de um produto depende, em grande medida,
da quantidade de trabalho despendida na sua produção. Voltemos ao exemplo da
carne e do colchão. É bastante claro que o tempo trabalho necessário para
produzir 5 quilos de carne é muito menor do que o necessário para produzir um
colchão de alta tecnologia. Por essa razão, terá um valor de troca muito maior.
O valor
de troca, assim, representa a quantidade de trabalho necessária para produzir
um produto qualquer. Quanto maior a quantidade de trabalho necessário, maior o
valor; quanto menor o trabalho necessário, menor o valor.
Referências
Hunt,
E. K. História do pensamento econômico. Rio de Janeiro: Elsevier, 2013.
TEXTO
II
A
diferença posta por Marx, de uma leitura que ele fez de Adam Smith, de trabalho
e não trabalho vai na linha da predicação do trabalho como produtivo ou
improdutivo (MARX, 1996. p. 38). O trabalho produtivo, por sua vez, é aquele
“que transforma as condições materiais de trabalho em capital e o dono delas em
capitalista, por conseguinte, trabalho que produz o próprio produto como
capital” (MARX, 1844, Sessão „b‟). Destarte, é preciso que haja uma relação bem
distinta entre comprador e vendedor do trabalho no sistema capitalista, uma vez
que o trabalho produtivo assegura a troca. Trata-se da reprodução da força de
trabalho como geradora de valor para o capitalista. Já o trabalho improdutivo é
todo aquele que valoriza a natureza humana dotada de criatividade e que se
realiza fora dos limites da fábrica. É trabalhador improdutivo o artesão, o
compositor, o autor etc. que produzem de maneira autônoma. Mesmo que seu
produto possa tornar-se mercadoria, que tenha um valor de troca e seja lançado
no mercado por um comerciante, editor ou outro dá uma caraterização de
trabalhador produtivo para esses – o comerciante, editor ou outro – e não para
aqueles – o artesão, compositor, autor etc. – (MARX, 1844. Sessões „d‟ e „e‟).
🔖ATIVIDADE AVALIATIVA🎒
Registro
dos pontos relevantes da aula no caderno.