Aula 21 Preço e Mercadoria - Trabalho

TEMA: Preço e Mercadoria - Trabalho

 

Nossa aula foi:

1ºA, terça-feira, 16 de agosto de 2022.

1ºB, sexta-feira, 19 de agosto de 2022.

1ºC, terça-feira, 16 de agosto de 2022.

 

HABILIDADE(S) NA BNCC:

(EM13CHS402) Analisar e comparar indicadores de emprego, trabalho e renda em diferentes espaços, escalas e tempos, associando-os a processos de estratificação e desigualdade socioeconômica.

 

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM:

(GO-EMCHS402A) Compreender os regimes de acumulação do modo de produção capitalista, analisando as dimensões da mercadoria (preço, valor de uso e valor de troca) e os processos da mais-valia para reconhecer de modo crítico as relações de poder existentes no mundo do trabalho.

 

OBJETOS DE CONHECIMENTO:

Mercadoria e preço

 

METODOLOGIA:

O objetivo dessa aula é prosseguir com a discussão sobre valor de uso e valor de troca especificamente a valoração que dá ao trabalho.

Para tanto, realizaremos leitura e interpretação de texto para compreender a predicação do trabalho que Marx estabelece em produtivo e improdutivo.

 

MATERIAL:

 

TEXTO I

Valor de uso e valor de troca

Por William Godoy

25 de agosto de 2019 - 3 min leitura

 

Para Marx, todo produto criado pelo trabalho humano tem valor de uso e valor de troca no capitalismo. Uma casa, uma televisão, a comida, um livro, tudo isso tem um valor de uso e valor de troca.

 

O valor de uso é definido pela capacidade de satisfazer necessidades humanas. Assim, uma casa tem valor de uso porque temos necessidade de nos abrigar, a comida porque precisamos nos alimentar e assim com todos os produtos criados pelo trabalho humano. O valor de uso, portanto, depende da utilidade do produto. Se criarmos algo que não tenha qualquer utilidade (é bem difícil imaginar algo dessa natureza), então esse objeto não tem valor de uso.

 

Todo produto com um valor de uso também tem um valor de troca. Esse valor, por sua vez, é definido pela quantidade de um produto que é possível conseguir em troca de uma certa quantidade de outro produto. Vamos ver um exemplo. Suponha que você tem 2 quilos de carne e deseja trocar essa carne por feijão. Você encontra alguém que aceita trocar seus 2 quilos de carne por 20 quilos de feijão. Esse é o valor de troca da carne pelo feijão. Geralmente o valor de troca de um produto é expresso em valor monetário. Assim, 2 quilos de carne valem 30 reais enquanto que o quilo de feijão vale três. Esses são seus valores de troca.

 

Qual a relação entre valor de uso e valor de troca? Qual a origem do valor de troca? Embora possa parecer à primeira vista que o valor de troca depende do valor de uso, isso não é verdade. Basta considerarmos um exemplo simples: um colchão de última tecnologia e 5 quilos de carne. A carne tem mais utilidade que um colchão de última tecnologia. Podemos muito bem dormir sobre a grama ou no chão. Porém não podemos ficar sem nos alimentarmos.

 

Se o valor de troca não é definido pela utilidade de um produto, qual sua origem? Para Marx, a resposta era: do trabalho. Para esse pensador, a única fonte de valor é o trabalho. E o valor de troca de um produto depende, em grande medida, da quantidade de trabalho despendida na sua produção. Voltemos ao exemplo da carne e do colchão. É bastante claro que o tempo trabalho necessário para produzir 5 quilos de carne é muito menor do que o necessário para produzir um colchão de alta tecnologia. Por essa razão, terá um valor de troca muito maior.

 

O valor de troca, assim, representa a quantidade de trabalho necessária para produzir um produto qualquer. Quanto maior a quantidade de trabalho necessário, maior o valor; quanto menor o trabalho necessário, menor o valor.

 

Referências

Hunt, E. K. História do pensamento econômico. Rio de Janeiro: Elsevier, 2013.

 

TEXTO II

A diferença posta por Marx, de uma leitura que ele fez de Adam Smith, de trabalho e não trabalho vai na linha da predicação do trabalho como produtivo ou improdutivo (MARX, 1996. p. 38). O trabalho produtivo, por sua vez, é aquele “que transforma as condições materiais de trabalho em capital e o dono delas em capitalista, por conseguinte, trabalho que produz o próprio produto como capital” (MARX, 1844, Sessão „b‟). Destarte, é preciso que haja uma relação bem distinta entre comprador e vendedor do trabalho no sistema capitalista, uma vez que o trabalho produtivo assegura a troca. Trata-se da reprodução da força de trabalho como geradora de valor para o capitalista. Já o trabalho improdutivo é todo aquele que valoriza a natureza humana dotada de criatividade e que se realiza fora dos limites da fábrica. É trabalhador improdutivo o artesão, o compositor, o autor etc. que produzem de maneira autônoma. Mesmo que seu produto possa tornar-se mercadoria, que tenha um valor de troca e seja lançado no mercado por um comerciante, editor ou outro dá uma caraterização de trabalhador produtivo para esses – o comerciante, editor ou outro – e não para aqueles – o artesão, compositor, autor etc. – (MARX, 1844. Sessões „d‟ e „e‟).

 

🔖ATIVIDADE AVALIATIVA🎒

Registro dos pontos relevantes da aula no caderno.